20 FEV

Big Data começando a se tornar um grande mercado no Brasil

by Peyon

Pesquisa da Frost & Sullivan aponta que o mercado nacional de ferramentas focadas em ajudar as empresas a lidarem com grandes volumes de dados atingirá US$ 965 bilhões em 2018…

Há um certo alvoroço quanto as quatro megatendências que vem transformando a indústria de TI. Praticamente todos os players tem cloud, social, mobile, big data no discurso e planos de ação. Cada uma dessas vertentes vive um nível distinto de maturidade – a nuvem se consolida agora e mobilidade virou realidade há um bom par de anos. Na outra ponta ainda falta confirmação do potencial de social e big data.

Ao que tudo indica, ferramentas englobadas nesse último conceito e que vêm para resolver o problema das empresas em lidar com grandes volumes de informações já começam a movimentar negócios em solo brasileiro. Para dar um número mais preciso: US$ 243,6 milhões em 2013, de acordo com levantamento da Frost & Sullivan.

“O mercado brasileiro de big data e analytics ainda está no estágio inicial de desenvolvimento e, como uma indústria emergente, oferece imensas oportunidades para novos entrantes e investimentos”, constata o estudo da consultoria, que prevê que esse segmento atingirá receita de US$ 965 milhões em 2018 no País.

Os números apurados agora são relativamente próximos às estatísticas da IDC, que em meados do ano passado apontou US$ 285 milhões em software, hardware e serviços de receita relacionada à análise de grandes volumes de dados corporativos. Um pouco diferente é a taxa de otimismo, uma vez que sua projeção previa que o conceito ultrapassaria a cifra de 1 bilhão de dólares em 2017.

A Frost avalia que a maioria das empresas brasileiras ainda não está preparada para processar o rápido crescimento de dados internos e externos. Muitas organizações ainda não sabem como começar projetos nessa frente. “Na verdade, o crescimento do volume de dados é tão grande que algumas rotinas e processos importantes de grandes empresas demoram muito para rodar com soluções tradicionais”, afirma, em nota.

As verticais de finanças, telecom, manufatura e varejo são apontadas como pouco mais avançadas que as demais no uso de tecnologias desse tipo. Governo pode entrar nessa lista em breve.

“Algumas ofertas dos provedores de serviços também não estão claras o suficiente para ajudar os clientes a entender o retorno do investimento. A utilização de diferentes taxonomias pelos provedores para definir o que é big data e as diversas opções de investimentos tornam o mercado ainda mais obscuro”, prossegue o comunicado. De acordo com a consultoria, a maior demanda atualmente é serviços consultivos para apresentar os benefícios em adotar algo na linha de big data.

Em novembro de 2013, a consultoria estimou que o mercado de big data, analytics e business intelligence atingiu US$ 22 bilhões em 2012, podendo chegar a US$ 40 bilhões em 2017.

Big data e social business estão no mesmo nível de cloud em 2006, comparou Jorge Sukarie, fundador da Brasoftware, em meados de 2013. Na visão do executivo, contudo, há muita oportunidade nestes dois movimentos, mas em um nível ainda abaixo de nuvem e mobilidade.

Indústria O conceito de big data vem despertando interesse de alguns players no Brasil. Alguns empreendedores buscam oportunidades nessa seara. Há uma gama de startups focadas nesse mercado, concorrendo com players internacionais como Cloudera e Splunk. Dentre as empresas nacionais estão as jovens Intelie, WebRadar e a BigData Corp.

“O mercado é receptivo, mas a adoção ainda é lenta. O que precisamos fazer como empresa, e para onde estamos indo, é facilitar isso. Um ponto é simplificar e reduzir o ciclo de venda e, de uma forma simples, mostrar valor ao cliente”, comentou Ricardo Clemente, um dos fundadores da Intelie, em entrevista concedida no ano passado à CRN Brasil.

Segundo o executivo, há um esforço de convencimento do mercado a partir da comprovação do conceito. “O cliente não vai comprar big data, vai comprar o resultado que você entrega através daquilo”, adicionou o executivo, cuja a empresa estrutura agora uma estratégia de vendas indiretas e mira receitas de R$ 100 milhões, dentro de cinco anos.

A startup de Clemente recebeu um aporte da Totvs há alguns meses. A fabricante brasileira de ERP, aliás, aplicou US$ 16 milhões na norte-americana GoodData, que também trabalha ferramentas focadas no conceito.

 

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