12 SET

Isto É Dinheiro lança a edição 2013 das “Melhores da Dinheiro” – 1000 Maiores Empresas do Brasil

by Juliane

2013, um ano para bravos guerreiros

Empresas premiadas pela dinheiro festejam a superação dos desafios econômicos em um ano marcado por turbulências

Por Redação

Um ditado tem sido repetido com frequência por João Castro Neves, presidente da Ambev, durante as reuniões com os executivos da companhia de bebidas: “Quando a luta está braba, os bravos vão à luta.” O conselho do comandante da Ambev, eleita a Empresa do Ano pelo anuário AS MELHORES DA DINHEIRO, tem sido aplicado à risca pelos principais empresários brasileiros, driblando as profecias catastrofistas que volta e meia se propagam sobre o destino do País. Castro Neves recebeu o prêmio das mãos do presidente executivo da Editora Três, Caco Alzugaray, e do vice-presidente da República, Michel Temer, num evento que reuniu mais de mil executivos e autoridades em São Paulo, no último dia 29.

Participaram da cerimônia os ministros Guido Mantega, da Fazenda; Aldo Rebelo, do Esporte; Marta Suplicy, da Cultura; Manoel Dias, do Trabalho; e a ministra-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Helena Chagas. O evento marcou o 10º aniversário do ranking AS MELHORES DA DINHEIRO, criado pelo editor e diretor responsável da Editora Três, Domingo Alzugaray. Olhar o quadro econômico em perspectiva, para não perder o foco nas oportunidades, é o grande desafio do setor produtivo em 2013. No caso da Ambev, isso significa manter o moral da tropa depois de uma queda nas vendas no primeiro semestre e ajustar custos e despesas, sem prejudicar os planos de expansão.

“Estamos investindo R$ 3 bilhões, em quatro novas linhas de produção, mesmo diante de um cenário desafiador”, disse o presidente da companhia de bebidas. “É uma demonstração da aposta que fazemos no Brasil e no crescimento da nossa economia.” As palavras do número 1 da Ambev soaram como música para os ouvidos do ministro Guido Mantega. Em seu discurso para os convidados da noite, Mantega comparou o mundo dos negócios ao da política: assim que uma barreira é ultrapassada, outras aparecem. O ministro lembrou, no entanto, que o País construiu bases sólidas para enfrentar este momento de volatilidade nos mercados financeiros.

“De janeiro a junho já recebemos US$ 59 bilhões em investimentos estrangeiros, tanto na produção quanto em investimentos”, disse Mantega. O vice-presidente Michel Temer endossou a avaliação do ministro. “Esse discurso não é otimista, é realista. Vem muito investimento para o Brasil, abrindo espaço para novas empresas e gerando empregos”, afirmou. Se as manifestações, que levaram milhões de pessoas às ruas no mês de junho, abalaram a confiança dos consumidores e do setor privado naquele período, elas também refletem uma democracia consolidada, disse Temer. “À medida que 35 milhões de pessoas ascenderam de classe social, novas exigências se fizeram”, afirmou.

“A voz das ruas é muito clara: agora que já temos pão sobre a mesa, queremos mais eficiência da democracia.” Mas, embora todos reconheçam avanços da sociedade, o Brasil não passa incólume pelas mudanças em curso na política monetária dos Estados Unidos, que geraram uma valorização do dólar no mundo inteiro. “O Fed exagerou na dose dos estímulos financeiros e agora está em via de desativá-los”, afirmou o ministro da Fazenda. “É preciso muito cuidado nesse processo de desativação para não prejudicar os outros países.” Talvez, num futuro não muito distante, essa transição americana não chegue a compor um parágrafo nas análises da economia brasileira de 2013.

Bem diferente de momentos mais complexos já vividos por aqui, como a crise asiática ou a crise russa dos anos 1990, que castigaram arduamente o setor produtivo no passado. Em seu discurso de boas-vindas aos presentes, o presidente executivo da Editora Três, Caco Alzugaray, reativou essa memória, lembrando que os empresários brasileiros são fortes, exatamente por serem “filhos da crise, sobreviventes de eras de dificuldades extremas”. “Precisamos estar atentos aos desafios impostos pela atual conjuntura econômica”, disse Alzugaray. “Entretanto, em vez de estarmos apenas negativamente preocupados, convém lembrar que já superamos cenários ainda mais desafiadores.”

Não deixar-se intimidar em momentos difíceis é o que tem diferenciado os líderes premiados durante o encontro das MELHORES DA DINHEIRO. Na JBS, por exemplo, destaque da noite em Sustentabilidade Financeira, o foco é exatamente ganhar espaço, sem se abalar com projeções negativas. A companhia fez um lance ousado em 2013, ao anunciar a compra da concorrente Seara em junho, por R$ 5,85 bilhões. “Vamos investir mais em produtos e na empresa. Não vamos parar por causa de nenhum soluço que tenha havido no ano passado ou neste ano”, diz Wesley Batista, CEO do Grupo JBS, que prevê um 2014 de crescimento. A empresa de alimentos é uma das que se beneficiam da melhoria de renda dos brasileiros e das exportações para outros mercados emergentes.

Mas há, também, uma grande oportunidade em curso no Brasil, capaz de movimentar uma gigante cadeia de negócios, além de mudar o patamar da economia brasileira nos próximos anos: os investimentos em infraestrutura. A concessão de portos, aeroportos, ferrovias e rodovias deve movimentar mais de US$ 200 bilhões nos próximos anos, uma cifra com um grande potencial multiplicador. O sucesso desse programa depende, em todo caso, da tomada de decisões firmes, avalia Ricardo Pessoa, presidente da UTC Engenharia, vencedor na categoria Construção Pesada. “O primeiro leilão de aeroportos deu certo porque foi marcado e aconteceu de fato”, diz Pessoa. Para ele, a gestão do processo para novas concessões deve seguir essa mesma lógica, sem adiamentos de prazos ou excesso de burocracia.

O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, acredita que os gargalos em infraestrutura acabam criando um momento ímpar para o País. “Temos a chance de nos diferenciar dos outros países neste momento por meio do programa de concessões”, afirma Trabuco. “Há alemães interessados em aeroportos, chineses de olho em ferrovias, e tudo isso é fundamental não só para suprir a defasagem em infraestrutura, mas para tornar o Brasil mais competitivo.” A Bradesco Saúde foi eleita, pelo quarto ano consecutivo, a número 1 no ranking setorial de Planos de Saúde. Em outra frente, em Seguros e Previdência, a Bradesco Seguros foi a premiada de 2013. Os frutos colhidos pelo grupo, assim como pelas demais vencedoras, confirmam uma mudança de paradigma em curso no País. Veja a lista completa das premiadas na próxima página.

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