Dado é um Ativo. A explosão de dados no mundo continua a crescer, tanto no formato tradicional, quanto no digital. As empresas estão apreendendo a lidar melhor com os mesmos e começando a vê-los como um ativo importante nas organizações. Como o dado é um bem intangível essa importância já era sabida, mas não percebida como vem acontecendo nos dias de hoje.

Recentemente entrou em vigor na Europa uma lei para a proteção de dados pessoais a GDPR (General Data Protection Regulation) que foi aprovada e adotada pelo Parlamento Europeu em abril de 2016.

Os atuais acontecimentos do uso dos dados para finalidades indevidas vêm ganhando repercussão mundial, fazendo com que todos os usuários e empresas voltem a repensar em governança, modelagem, política e segurança de dados como um fator importante para a reputação das empresas e dos seus negócios.

A criação de cargos e funções com a responsabilidade pelos dados vem aumentando com a criação do cargo de CDO – Chief Data Officer, assim como o de CSO – Chief Security Officer e outros na área de segurança da informação nas empresas.

De outro lado as pressões do mercado sobre a transformação digital nas empresas, uso de metodologia ágeis, inteligência artificial, “machine learning”, inovação, modelos de negócios tradicionais versus digitais, tomaram a prioridade nas agendas dos executivos em relação a formulação da estratégia de dados conforme abordamos em nosso artigo: Dado é Governança.

No artigo Is Your Company’s Data Actually Valuable in the AI Era?  Da HBR de 18-Jan-2018 é dito que: “AI – Inteligência Artificial está chegando. Foi o que ouvimos ao longo de 2017 e provavelmente continuaremos a ouvir neste ano. Para empresas estabelecidas que não são o Google ou o Facebook, uma pergunta natural a ser feita é: o que temos que nos permitirá sobreviver a essa transição? Em nossa experiência, quando os líderes empresariais perguntam isso com relação à inteligência artificial, a resposta que recebem é “dados”. Essa visão é confirmada pela imprensa especializada. Há centenas de artigos afirmando que “os dados são o novo petróleo” – o que significa que este é o combustível que impulsionará a economia da IA.

As empresas precisam colocar os dados dentro da sua agenda e repensar como os mesmos podem e devem ser utilizados como um ativo, bem como mensurá-los para tirar maior proveito das oportunidades de negócios.

No livro Infonomics publicado pelo Gartner, Doug Laney diz que a Infonomics é a teoria, o estudo e a disciplina que confirmam a importância econômica da Informação. É o esforço para aplicar os princípios e práticas da gestão da informação e da avaliação, tratamento e a utilização dos ativos de informações e dados passa por este processo.

A aplicação prática deste conceito pelos CEOs, CIOs e CFOs irá permitir aos líderes de negócios usar a informação como um ativo corporativo, melhorar o fluxo, acesso e a sua distribuição assim como medir o seu valor real dentro das organizações.

As grandes corporações no mundo já reconhecem a importância estratégica dos dados e muitas já criaram a posição executiva do CDO Chief Data Officer, dedicada a gerenciar e desenvolver o chamado “Data Asset” ou seja: Dado é um Ativo.

Embora as empresas estejam investindo nisto, será que os dados são realmente tratados como um ativo? As empresas mantêm registros abrangentes de outros ativos mais tangíveis, tais como: capital humano, recursos financeiros, instalações, maquinários, etc.

Se os dados são de fato considerados um ativo estratégico para uma empresa, seria de se esperar que houvesse pelo menos um registro de quais dados são mantidos, onde, para que finalidade e quem está envolvido com os mesmos.

Tanto os dados quanto o conhecimento são ativos valiosos por si mesmo e precisam ser gerenciados de acordo com um programa de governança corporativa.

Sabemos que a gestão do conhecimento já é uma prática utilizada há muitos anos, então por que o gerenciamento do conhecimento sobre dados não é um foco dos profissionais de gerenciamento de dados corporativos?

Muitos acreditam que os dados são um ativo de bilhões de dólares para a maioria das empresas globais, mas na melhor das hipóteses, este entendimento coletivo é apenas parcial. Este conceito na maioria das vezes está restrito as equipes responsáveis pelos dados.

Na maioria das grandes empresas, o significado de determinado tipo de dado não é único para todas as áreas que o manuseiam, gerando confusão e intepretação divergentes por parte das equipes envolvidas. Os dados estão todos lá, mas onde está a memória corporativa que registra de uma forma única o significado e sentido daquele dado específico quando se trata de localizá-lo e usá-lo? Por exemplo: resultado de vendas versus resultado de receita versus resultado de faturamento podem ter uma interpretação diferente, conveniente à área que o utiliza.

Outro ponto a destacar é que a visão técnica dos dados às vezes é dissociada do contexto de negócios que deve ser o referencial para dar o sentido a sua existência e utilização.

As empresas devem ser capazes de responder às perguntas mais pertinentes que tem sobre qualquer ativo corporativo: será que o ativo é adequado ao propósito e é compatível com os objetivos estratégicos da empresa?

Onde quer que as funções de negócios de uma empresa dependam de dados, é fundamental saber se os dados em questão:

  • São um ativo confiável
  • Contêm informações relevantes
  • Agregam valor ao negócio

Dada a dependência de dados, é uma grande falha a empresa não ser capaz de avaliar se o ativo atende ou não às necessidades de negócios atuais e futuros. Há dez anos, quando do estágio inicial da de governança de dados, a definições de funções e a responsabilidades pelos dados era de um grupo especializado.  Hoje como sabemos a mesma deveria se aplicar a toda a organização.

Parte do problema é que as discussões em torno dos dados não estão sendo conduzidas de acordo com o foco no cliente, as prioridades e os objetivos do negócio. Isso impede que os executivos assumam um papel ativo na garantia quanto ao atendimento das suas necessidades e requisitos.

Acreditamos firmemente que esta será a próxima revolução no gerenciamento de dados corporativos. Se você é responsável por amadurecer a governança, a qualidade ou a conformidade de seus dados, aqui estão algumas perguntas importantes a serem respondidas em sua organização para ajudá-lo a avaliar possíveis áreas de melhoria:

  1. Existe um registro formal de dados e ele é amplamente utilizado?
  2. Existe um ponto de captura para descobrir informações sobre a obtenção de dados, uso, qualidade etc.?
  3. Todos os projetos começam esclarecendo e confirmando seus requisitos de dados e a situação em que eles se encontram?
  4. O negócio tem uma visão integrada de seus elementos críticos de dados e onde eles são utilizados?
  5. Quem está controlando o nível de duplicação, consistência, fragmentação de dados em toda a empresa?

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Escrito por: Antonio Fonseca Ribeiro e Jose Peyon